De quem é este número? O que os algarismos dizem mesmo
Escreva um número de telefone e descodificamos o que os próprios algarismos provam — país que o atribuiu, zona, tipo de linha e o operador a quem o bloco foi entregue. Com a mesma clareza dizemos aquilo que algarismos nunca provam.
Descodificado no seu navegador. O número não nos é enviado, não é guardado nem é procurado em nenhuma base de dados.
O que os algarismos entregam
Cada linha abaixo vem da estrutura do próprio número — do plano de numeração internacional, não de um ficheiro comprado.
Tudo o que está acima vem do próprio número. Nada disso identifica uma pessoa.
Se é alguém que conhece e o telemóvel dele lhe pode responder
Uma mensagem, enviada uma vez. Toca para partilhar a posição ou fecha-a.
Cada campo, e com que frequência mente
Um resultado só serve se souber que linhas se aguentam. Com duas destas vale a pena discordar.
| Campo | O que prova | Aguenta-se? |
|---|---|---|
| País | O país cujo regulador atribuiu o bloco de numeração. É distribuído pela UIT e é praticamente permanente. |
Sólido |
| Tipo de linha | Se o bloco foi reservado para telemóvel, linha fixa ou serviços de valor acrescentado. Um número VoIP pode apresentar-se como qualquer um deles. |
Exceto VoIP |
| Zona | Numa linha fixa, a central a que o número pertence — um sítio real. Num telemóvel não há zona nenhuma codificada, esteja o aparelho onde estiver. |
Só linhas fixas |
| Operador | O operador a quem o bloco foi atribuído inicialmente. A portabilidade deixa o cliente levar o número para um concorrente sem que o bloco o siga, por isso um número atribuído a uma rede é habitualmente servido por outra. |
Muitas vezes errado |
| Formato | Se o número de algarismos e o indicativo são válidos no plano desse país. Apanha gralhas e números inventados. |
Sólido |
| Titular | Nada. Um número de telefone é um endereço numa rede, não um nome. Nenhuma combinação destes algarismos contém a pessoa que tem o aparelho na mão. |
Não está no número |
Porque é que a «pesquisa inversa grátis» acaba num pagamento
Já conhece o padrão: uma caixa de pesquisa, uma roda a girar, um mapa, um promissor «1 registo encontrado» e depois o formulário do cartão. Eis o que está por trás.
Um número não é um registo público
Em grande parte da Europa não existe uma lista pública que ligue telemóveis a pessoas. Os registos existem onde alguém pediu para constar, e num telemóvel quase ninguém o pede.
Ou seja, a pesquisa que responderia à sua pergunta não tem onde procurar.
O que os sites pagos têm mesmo
Listas de marketing, listas telefónicas antigas copiadas e dados transacionados depois de fugas. São dados reais, e já foram verdadeiros.
O defeito é a idade. Um nome ligado a um número em 2019 diz-lhe quem o tinha na altura, não quem lhe ligou ontem à noite.
Porque não lhe vendemos um nome
Não temos essa base de dados. Podíamos comprá-la e a resposta não ficaria mais verdadeira — apenas chegaria com mais confiança agarrada.
O que fazemos em vez disso é a coisa mais lenta aqui em baixo: perguntar ao aparelho e deixar decidir quem o tem.
Para passar dos algarismos, é preciso perguntar
Três passos, por ordem, e o do meio não está nas nossas mãos.
Envia um pedido
Enviamos ao número uma única mensagem a dizer quem pergunta e para quê. Nada para instalar, nada que fique a correr depois.
A pessoa decide
Abre-a e toca para partilhar a posição, ou fecha-a. As duas coisas são respostas, e não temos voto na que lhe chega.
Veem os dois o mesmo ponto
Se partilhou, a posição aparece num mapa para ambos. Uma leitura, feita uma vez, visível também para quem a enviou.
O que isto não faz: não lhe dá o nome, não funciona num telemóvel que fica calado e não pode ser usado sem a pessoa saber — a mensagem é todo o mecanismo. Se precisa de um nome associado a um número para um processo, esse pedido vai para o operador através de um tribunal, não para nós.
Perguntas que o motor de busca nos manda
Existe uma pesquisa inversa mesmo gratuita?
Para a estrutura — país, tipo de linha, zona, formato — sim, e está nesta página sem pagar nem criar conta. Para um nome, não. Os sites que o prometem são gratuitos exatamente até ao momento em que o nome apareceria.
Como descubro quem me acabou de ligar?
Comece pelo próprio número: um indicativo de fixo dá-lhe a localidade, um de valor acrescentado diz-lhe que não vale a pena devolver a chamada. Depois procure o número entre aspas — as chamadas incomodativas são denunciadas em fóruns, e isso é conhecimento coletivo verdadeiro e não uma base de dados. Se lhe importar o suficiente, ligue de volta de um número que não se importe de mostrar, ou envie o nosso pedido e veja se responde.
O resultado indicou um operador. É o dele?
Provavelmente não. É o operador a quem o bloco foi atribuído, e a portabilidade há anos que muda números entre empresas sem mudar o bloco. Leia essa linha como um facto histórico sobre o número, não como um facto atual sobre a pessoa.
Não basta procurar o número no Google?
Vale a pena, e em números de spam ganha à maior parte das ferramentas pagas. Funciona quando o número foi publicado algures: um anúncio, a página de uma empresa, um tópico de denúncia de burlas. Num telemóvel privado vulgar não encontra nada.
É legal pesquisar um número?
Ler a estrutura de um número não vasculha os dados de ninguém, por isso aí não se levanta a questão. Pedir a uma pessoa que partilhe a posição é lícito porque lhe é pedido e ela pode recusar. O que a lei censura é obter a posição sem que a pessoa saiba, e foi precisamente isso que decidimos não construir.
Os algarismos estão lidos. Agora pergunte ao aparelho.
Já sabe o país, o tipo de linha e a zona. O resto só o pode dar quem o tem na mão.